Campanha da Cáritas #EuMigrante ajuda venezuelanos a ingressar no mercado de trabalho do Brasil

“Peçamos ao Senhor que inspire e ilumine as partes em causa, para que possam o quanto antes chegar a um acordo que coloque fim aos sofrimentos das pessoas pelo bem do país e de toda a região”, disse o Papa ao final do Angelus do último domingo (14), em referência à crise vivida na Venezuela.

Com a situação preocupante no campo sociopolítico que perdura desde 2015, mais de três milhões de pessoas cruzaram as fronteiras rumo a outros países, como é o caso do Brasil. Segundo a Cáritas, cerca de 150 mil pessoas entraram por Roraima e se inscreveram em programas que permitiram a migração para outras cidades – um grande grupo de homens, mulheres e crianças que fugiram do seu país em busca de recursos básicos para poder sobreviver.

Milhares de venezuelanos que vivem em situação de rua nas cidades de Roraima recebem uma única refeição por dia.

Você também pode ajudar a campanha #EuMigrante

Um dos projetos que ajuda a amenizar o drama dos migrantes tanto no processo de acolhida como a ingressar no mercado de trabalho e iniciar uma nova vida no Brasil é a campanha #EuMigrante, fazendo o que o próprio Papa Francisco pede de “acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e os refugiados”. Uma página na internet reúne currículos de venezuelanos que desejam trabalhar, gerar renda e ter uma nova chance no Brasil. No endereço https://eumigrante.org/oportunidades, as informações são listadas em categorias, tais como a cidade onde o refugiado está abrigado e a atuação profissional. A página disponibiliza ainda um espaço para que empreendedores e outros contratantes brasileiros possam anunciar vagas de emprego para esse público específico.

A campanha #EuMigrante é uma promoção da Cáritas Brasileira, entidade comprometida com a promoção e atuação social, e com a defesa dos direitos humanos, em parceria com a Cáritas Suíça e o Departamento de Estado dos Estados Unidos. A iniciativa tem o objetivo de sensibilizar e mobilizar pessoas e recursos para a questão migratória no país, com o foco na crise humanitária vivenciada na fronteira entre o Brasil e a Venezuela.

Mais de 3 mil migrantes beneficiados

A meta é beneficiar, ao longo de um ano, mais de 3.500 pessoas, sendo pelo menos 1.224 delas imigrantes venezuelanas, a partir da integração em sete capitais do Brasil: Boa Vista (RR); Brasília (DF); Curitiba (PR); Florianópolis (SC); Porto Velho (RO); Recife (PE) e São Paulo (SP). Nesse processo, segundo dados da Cáritas do início do mês de julho, 612 pessoas já estão sendo integradas nessas capitais. Nos últimos 10 anos, a Cáritas Brasileira auxiliou mais de 300 mil famílias, migrantes ou não, contribuindo para a transformação de suas vidas e devolvendo a esperança de novas conquistas.

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